Suspeita e cuidado nos usos humanos das Inteligências Artificiais Generativas

Suspeita e cuidado nos usos humanos das Inteligências Artificiais Generativas
Detalhe do pôster do filme “Metrópolis” (1927), de Fritz Lang (Imagem: Reprodução/WB)
  Daqui a poucas décadas celebraremos um século desde que o computador emergiu como um novo personagem nas sociedades humanas. No início, suas performances estavam reduzidas ao saber dos especialistas, analistas de sistemas e informáticos, e seus resultados se faziam sentir em zonas de atuação empresariais e governamentais que não eram apreensíveis à sociedade como um todo. Um salto paradigmático se deu quando o computador se tornou um artefato pessoal para, logo depois, se abrir como uma mídia comunicacional de dimensões planetárias. Estávamos na entrada dos anos 1990, uma era a que se dava o nome de cultura mediada por computador. Mais um salto e chegamos à explosão das redes sociais na entrada do novo milênio, cujas promessas iniciais foram pouco a pouco se degradando até, de uns anos para cá, por razões que as bolhas algorítmicas parcialmente explicam, converterem-se em um lodaçal de trivialidades, exibicionismos e, pior do que isso, desinformação, paixões tristes e antagonismos. Ao se transformar em mídia comunicacional, o computador dava sinais indisfarçáveis de que é de um artefato inteligente, que evidentemente carrega todas as ambivalências que são próprias da inteligência quando colocada em ação em sociedades crivadas de contradições. Basta se interessar pelo que se passa dentro e fora do computador para que essa evidência salte à vista. Aliás, uma evidência que o advento bem-sucedido da inteligência artificial (IA) nas duas últimas décadas veio certificar e que a recente emergência da IA generativa (IAG), na

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